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Alterações Posturais na Infância

Hoje, temos uma convidada muito especial por aqui: A Fisioterapeuta, especializada em cuidados infantis, Fátima Cechinel que, gentilmente nos conta sobre um problema recorrente na vida de muitos pequenos: A Escoliose!

Pediatrician examining little girl with back problems.

Muitos problemas da fase adulta podem ser prevenidos e tratados na infância e na adolescência. Por isso precisamos estar atentos às mudanças corporais das nossas crianças.

As fases da infância e adolescência correspondem àquelas em que os jovens frequentam o ambiente escolar, no qual permanecem longos períodos sentados, normalmente em uma postura inadequada e, na maioria das vezes, em mobiliários inadequados que, somados à tendência de um estilo de vida sedentário adotado na fase escolar, podem também favorecer o surgimento das alterações posturais entre elas a ESCOLIOSE.

A escoliose é a curvatura lateral da coluna vertebral, que pode ser única ou múltipla e fixa (devido à deformidade muscular) ou móvel (devido à contração muscular desigual). Existem várias causas, tipos e classificações, porém, a mais frequente é a Idiopática (de causa desconhecida). As curvas tendem a progredir rapidamente durante o estirão de crescimento.

O tratamento pode ser conservador, incluindo órteses e exercícios ou cirúrgico.

Sabemos que as crianças são incapazes de reconhecer a necessidade de modificarem a postura por isso precisamos da colaboração dessas crianças para sucesso do tratamento.

As alterações posturais que as escolioses provocam podem influenciar a saúde emocional dessas crianças quando atingirem a adolescência ou a fase adulta, as vezes privando de usar alguma roupas que marquem um pouco mais o corpo ou até mesmo de frequentar determinados ambientes.

Um teste simples ajudará a identificar se seu filho tem escoliose

Coloque a criança em pé, de costas para você. Peça para ela juntar os pés e se inclinar para frente, com os braços soltos ao longo do corpo. Observe atentamente a simetria dos dois lados das costas: ambos devem ter a mesma altura, tanto na lombar como na torácica. Se um dos lados for mais alto que o outro, a diferença pode ser indício de uma escoliose em formação.

Não fique com duvidas se seu filho tem ou não. Consulte um fisioterapeuta ou Pediatra.

Fisioterapeuta: Fatima Minucelli Cechinel Martins

Crefito: 86782F


 

crianca-e-relogio

Tic tac, tic tac, tic tac.

Provavelmente você não tem um relógio de ponteiros por perto, mas só de codificar essas letras e transformá-las em som você reconheceu esse ritmo. E só reconheceu porque já ouviu tantas e tantas vezes que esse som passou a viver dentro de você.

O ritmo na vida de uma criança é a mesma coisa. Ele se instala a partir do momento que há uma repetição. Acordar mais ou menos na mesma hora, trocar de roupa, ir ao banheiro, arrumar a cama, tomar o café, escovar os dentes e sair de casa. O que para nós pode ser uma completa monotonia sem graça, para as crianças é segurança, é calma. Essa constância é fundamental pra elas.

Na semana passada conversamos sobre a impaciência. Bem, hoje gostaria de trazer um assunto que pode nos ajudar muito a lidar com essa questão: o ritmo, esse tic tac aí do início.

Se observarmos a nossa volta, principalmente na natureza, podemos ver que tudo tem um ritmo: dia e noite, dias da semana, estações do ano, as frutas que nascem em determinadas épocas… Podemos fazer uma analogia também com o ritmo da nossa respiração. Um momento se está mais pra dentro (inspiração), brincando dentro de casa, tomando um lanche, a criança fica mais quietinha. Em outro momento (expiração), ela brinca no parque, corre, brincando livre dentro de casa mesmo…

Quando tudo isso acontece de forma repetida traz a sensação de segurança, de confiança, pois já sabemos o que vai acontecer a seguir. Com a criança não é diferente e temos que ter isso ainda mais presente, pois ela está em processo de desenvolvimento e de formação. No caso dos pequenos, além de se sentirem mais seguros e confiantes, esse ritmo traz também saúde física e psíquica. Ele também é um aliado importante para ajudar a combater um mal que tem tirado muitas de nossas crianças do prumo, a ansiedade. Hoje é comum crianças chegarem ao consultório com essa queixa. Quando não existe esse respeito, esse cuidado para acordar, para fazer as refeições, para dormir a criança fica confusa, perdida e demonstra isso em seus comportamentos.

No livro A Arte de Educar em Família – os desafios de ser pai e mãe nos dias de hoje – Sandra Stirbulov e Rosemeire Laviano fazem uma reflexão importante: “Quando se fala em ritmo, frequentemente vem à cabeça noções de rotina… Ritmo e rotina são diferentes, mas ambos são importantes, complementares e proporcionados pela repetição. Vamos fazer uma analogia com o compasso e a melodia de uma música: enquanto a rotina ordena, dá o compasso, o ritmo traz uma respiração, é a melodia.”

É importante atentar para o fato de que a criança não cria esses ritmos sozinha, ela conta com o nosso empenho para ajudá-la a estabelecer isso desde o seu nascimento.

Vamos pensar primeiro na rotina básica, higiene, alimentação, sono… Quando determinamos horários para que essas coisas aconteçam e repetimos isso diariamente, a criança internaliza. Significa que esse ritmo passa a viver dentro dela. Não precisamos dizer que já são seis horas e é hora do banho. Se o banho sempre estiver depois da hora de guardar os brinquedos e antes do jantar, por exemplo, isso se tornará natural e ela fará com tranquilidade.

Algumas crianças que têm medo de dormir sozinhas e sempre acabam dormindo na cama dos pais. Para ajudá-la, podemos estipular um horário para dormir e repeti-lo diariamente, criar um ritual que aconteça todos os dias com pouquíssimas variações. Essa repetição vai trazer segurança. No começo, dará trabalho mas depois de um tempo, se mantivermos esse ritmo, a criança vai se adaptar e se acostumar.

O importante é termos em mente que no nosso entorno existe um ritmo acontecendo e trazer isso para a vida das crianças é fundamental.

 


 

impaciencia

O alarme do despertador toca.

– Vamos lá criançada, acordando! Vamos, sem preguiça…

Um vai pro banheiro, outro se troca lentamente. A mãe e o pai também se arrumam. Café da manhã na mesa, família reunida, um sonho que mal cabe no final de semana.

– Corre! Corre! Arruma esse cabelo, João! Cadê meu tênis! O meu lanche tá pronto? Pega aí um suco de caixinha e um desses bolinhos que a gente comprou ontem no mercado. Puxa, a gente já atrasado de novo… Chama o elevador, Henrique. Vamos, vamos, saindo!

No carro, a correria continua.

Na entrada da escola, também.

O dia que começa e mais parece uma gincana.

A gente corre e força as crianças a correrem também. Esse movimento só intesifica uma característica que já existe nos pequenos: a impaciência.

Mas aprender a esperar faz parte do aprendizado infantil e, para que possamos ajudá-los nesse processo, ensinar a eles ter paciência, temos que observar o nosso estado interno e o nosso ritmo diário.

A primeira coisa é perceber que as crianças têm um ritmo próprio e é um erro querer que elas acompanhem a nossa correria. Se queremos que eles não dêem trabalho para acordar ou que não demorem para comer, por exemplo, temos que assumir a responsabilidade e começar mais cedo! Que tal, meia hora? Acordar mais cedo, preparar a comida um pouco antes, acordá-lo antes também… Pode não ser muito fácil, mas vai valer a pena e economizar muito estresse.

Então, o primeiro passo é nos aquietarmos internamente para que possamos conduzir os nossos filhos com tranquilidade. Como querer crianças pacientes se o que ensinamos é correria e pressa? O mundo externo reflete no mundo interno e o inverso também é verdadeiro.

Outra dica importante para lidar com a impaciência é ensinar que tudo tem a sua hora e que a vez deles também vai chegar. Na hora do almoço, por exemplo, podemos servir os mais velhos primeiro e as crianças logo depois. Esse gesto pode ajudá-las a internalizar o movimento da espera. Levar as crianças para a cozinha também pode ajudar. Ver quanto tempo demora o cozimento de um arroz, que existe um processo demorado para o feijão deixar de ser um grão duro e cru e se tornar saboroso e macio. Tudo é aprendizado!

Presentes fora de hora ou a todo momento também pouco ajudam. Eles ensinam à criança que ela pode ganhar tudo e a qualquer hora. O ideal é manter os presentes em datas importantes como dia do aniversário, Natal.

Paciência anda de mãos dadas com a perseverança. Percebemos que muitas crianças não vão até o final de uma brincadeira ou de alguma atividade proposta, desistem e não, somente, por insegurança, mas por não terem paciência para chegar até o objetivo final. Os brinquedos que envolvem labirinto são sempre bons aliados para ajudar os pequenos a ter paciência para percorrer o caminho.

Respeitar o ritmo interno da criança. Isso é fundamental pra eles e muito bom pra nós também!


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Livro Infantil: Quando sinto Medo

medo

Para complementar o texto dessa semana, gostaria de compartilhar com vcs a dica de um livro, de uma coleção que eu adoro: Quando Sinto…!

Esta coleção traz de forma bem lúdica as vivências de um coelhinho em diversos sentimentos.

Este especificamente é Quando Sinto Medo, que fala o que acontece com ele quando sente medo e o que ele faz para melhorar.

A coleção é da Ciranda Cultural, escrito pela Psicóloga Trace Moroney.

 

 


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Medos Infantis

medos-infantis

 

– Mãe, como se diz quando a gente tem um sonho ruim?

– Pesadelo, filha.

– Ah, acho que eu tive um desses hoje.

E a criança começa a contar um sonho onde ela estava e apareceu um lobo e uma bruxa, num enredo cheio de fugas e perseguições.

Esse diálogo é uma ficção, mas não está longe da realidade. As crianças têm medos e esses medos ficam mais evidentes em determinadas idades.

A criança que está por volta dos seus 4, 6 anos vivencia uma fase de pura fantasia e imaginação. Podemos observar isso através das brincadeiras. Tudo é muito real para ela. A linha entre imaginação e realidade é muito tênue. Por isso, essa é uma das fases em que os medos aparecem: medo de escuro, medo de bruxa, medo dos zumbis…

Para não piorar ainda o que naturalmente já apareceria, é importante que cuidemos do acesso da criança à TV (alguns filmes e certos programas, como os que trazem notícias sobre violência, não são nada recomendados), jogos eletrônicos com imagens fortes para crianças também não são indicados. Temos que estar atentos e não permitir que a criança tenha acesso a conteúdos que ainda não são para a idade dela. Todas as imagens que a criança vê precisaram ser digeridas de alguma forma e, às vezes, ela não tem ferramentas psíquicas para trabalhá-las internamente e a criança pode levar isso para o sono, com pesadelos e medo de ficar sozinha no quarto.

Aos 9 anos, os medos podem voltar. Nesse momento, a criança vive outro processo importante, que na Antroposofia é chamado de Rubicão (detalharei num texto à parte). A criança está mergulhada em si e aquela vivência do Eu interno que começa a surgir aos 3 anos (http://falandodainfancia.com.br/2016/09/08/208/) se intensifica. Algumas crianças podem demonstrar vários tipos de medos, o da separação (como ser levada por alguém, ficar esquecida em algum lugar), o medo da morte, o medo de que alguém morra. Isso é normal.

Os medos também podem aparecer em decorrência de algum grande susto, de alguma perda importante ou de alguma mudança que ela esteja prestes a vivenciar. O novo e o desconhecido podem trazer medos ou preocupações.

De qualquer forma uma das melhores formas de lidar com este sentimento é não menosprezando-o! Utilizo muito, no consultório e com as minhas filhas, o desenho como ferramenta de transformação deste sentimento. Podemos pedir para que a criança faça um desenho do pesadelo ou do medo que ela enfrenta.

A questão é que nem sempre as crianças querem registrar seus medos e colocá-los no papel ou ainda contar por receio que possam se realizar. Nessa hora, é importante que os pais encorajarem os filhos a desenhar, dizendo: “olha, eu tô aqui do seu lado, eu vou cuidar dele (do medo, do pesadelo) pra você”. Se a criança mesmo assim continuar não querendo desenhar ou pintar, aí você pode falar baixinho: “conta aqui no meu ouvido, ninguém vai ouvir”. Isso ajuda a criança a ficar mais segura.

A criança desenha o seu medo, o pesadelo que teve ou a cara que ela acredita que o medo tenha, geralmente são feições desagradáveis. Nesse instante, é hora de brincar, de transformar aquele desenho, sugerindo: “vamos colocar aqui uma pintura no rosto dele? Olha como ficou engraçado! Será que ele tem essa cara tão feia quanto você imagina”. No caso de pesadelo. Você pergunta: “aí aconteceu isso…, a bruxa entrou e roubou a mamãe?”. Nessa hora, você pode sugerir: “que tal a gente mudar o final dessa história, vamos inventar um final diferente juntos? Vejo um super-herói salvando a mamãe…”. Assim entramos de forma lúdica no universo das crianças e os ajudamos a encontrar novas saídas para os medos.

Mas, é claro, que se for algo muito intenso, se a criança passou por um susto muito grande, um acidente, se alguém entrou em casa, daí é importante procurar um profissional.


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Dia das Crianças – brinquedos e brincadeiras

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E hoje é um dia pra lá de especial, Dia das Crianças! Muita alegria, passeios, piqueniques e, para muitas crianças, dia de brinquedo!

É importante termos em mente que, tanto os brinquedos, quanto as brincadeiras, não são simples passatempo na vida das crianças ou subterfúgios que utilizamos para distraí-las enquanto estamos ocupados. São ferramentas que ajudam a criança a se comunicar, a se expressar no mundo. São parte essencial no seu processo de desenvolvimento.

Brinquedos simples, elementos da natureza e objetos do dia a dia (como colheres de pau, panelas) são excelentes opções.

Não são necessários brinquedos super elaborados, cheios de luzes e sons, o que eles precisam são de brinquedos que possibilitem a livre imaginação e criatividade. Quanto menos “prontos” melhor para a criança.

Na primeira parte da infância, até aproximadamente os 7 anos, época em que eles vivem intensamente a imaginação e a fantasia, as bonecas, as capas de príncipes e princesas, de super-heróis, as coroas são ideais para eles. Assim como caixas de papelão, que se transformam em uma casinha ou um carro, por exemplo. A própria construção já traz em si várias situações importantes: como a criatividade, a autoestima em sentir que fizeram uma produção própria, a possibilidade de lidar com algo que não deu certo, o trabalho em equipe, pois não raras vezes as crianças precisarão da ajuda e da opinião de outros amigos ou dos pais para concluir um trabalho (brinquedo).

Já por volta dos 8 anos, os jogos de tabuleiro começam a fazer parte deste universo. Esses jogos trazem a clareza das regras e a importância de respeitá-las, possibilita trabalhar o posicionamento de cada um e o perde e ganha que teremos ao longo da vida.

Aos 9 anos, a criança deixa para trás a fase da fantasia e percebemos que as brincadeiras são muito mais corporais, como pega-pega, esconde-esconde e polícia e ladrão. Não que essas brincadeiras não apareçam antes, mas é agora que se tornam favoritas. Sendo assim, os brinquedos podem ser ainda mais simples como o elástico e a bola.

E temos ainda aqueles brinquedos importantíssimos e que perduram sempre como a bicicleta, patins e corda…

Aqui vale uma pequena reflexão. Existem brinquedos, os de montar, por exemplo, aqueles que trazem junto à caixa um manual de montagem. Nesse caso, o brinquedo perde um pouco algumas funções. Quando a criança monta as peças, ela copia um modelo e quando assim que as peças se encaixam não há outras possibilidades. Enquanto num brinquedo sem manual ou modelo prévio, a criança monta e de repente tudo cai e ela tem que montar novamente. Quando isso acontece, a criança, sem perceber, trabalha a perseverança, lida com a frustração.

Enfim, são várias as possibilidades, mas a dica que gostaria de deixar aqui é para que não fiquemos dando brinquedos a todo instante. As crianças, principalmente as que estão na primeira infância, vivenciam as épocas do ano através das datas especiais (o aniversário, o Natal, o Dia das Crianças…). Elas sentem o momento do ano que estão através destas datas e das estações do ano. Quando damos um presente na data certa (numa data que faz sentido pra ela) estamos ensinando os nossos filhos a esperar a chegada de algo especial, a ter paciência que tudo tem a sua hora. Assim criamos aquela expectativa gostosa de que tal data está chegando e que algo especial vai acontecer. Ajudamos as crianças a entender que tudo tem a sua hora e tornamos aquele momento e aquele presente ainda mais especial e valorizado!


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Presença o Melhor Presente

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O Dia das Crianças se aproxima e imagino que as crianças já estejam com a lista pronta do que gostariam de ganhar no dia 12 de outubro: bonecas, jogos, carrinhos, quebra-cabeça, eletrônicos e por aí vai…

Não há dúvidas de que as crianças adoram ganhar brinquedos novos e, é claro, um presente hora ou outra não faz mal para ninguém e não causa nenhum dano emocional mas será que é isto que vai preencher o coração dos nossos filhos? Muitas vezes, mesmo sem perceber, somos engolidos pela correria do dia a dia  por estar no celular ou computador a maior parte do tempo. E, quando nos sentimos em falta com eles às vezes acabamos caindo numa armadilha, escolhemos presentear as crianças com os melhores brinquedos, com passeios em parques caros, com os últimos lançamentos do cinema. Mas existe algo mais simples, mas de uma preciosidade enorme para eles e que não custa dinheiro algum: a nossa presença.

Toda criança necessita da presença ativa dos pais em sua vida. Precisa do envolvimento afetivo, de conversas, de abraços, de olho no olho… A hora do almoço, do jantar, o caminho para a escola, a hora de dormir, as brincadeiras onde todos participam, são momentos inesquecíveis que possibilitam a conversa e o envolvimento caloroso entre pais e filhos.

A vivência desses momentos, permite a construção de memórias que, certamente, ficarão enraizadas para a vida inteira e vão preencher qualquer vazio que possa existir no futuro.

O convite que gostaria de fazer aqui é, para que possamos cuidar da nossa presença como pais, com muito carinho, construindo momentos especiais, repletos de alegria e calor, todos os dias mesmo que com pouco tempo que temos. Uma boa oportunidade é começar nesse dia 12 de outubro. Faça uma proposta para seu filho, ao invés de um presente, proponha que façam juntos alguma coisa. Vale um passeio no parque, um café da manhã na cama, andar a cavalo, montar quebra-cabeça, brincar de salão de beleza, subir numa árvore. Construindo memórias que servirão de base para o seu desenvolvimento.

É a disponibilidade da nossa presença diária que vai estruturar e preencher, em todos os sentidos a vida de nossos pequenos.

Sentir a magia desse encontro feito de coração para coração, é o presente mais valioso.

Pesquisando, descobri algo bem interessante. O Dia das Crianças foi criado na década de 1920 por um deputado federal, mas a data não pegou, até que 40 anos depois duas grandes empresas decidiram aproveitar o dia para impulsionar as vendas de produtos para crianças, aí sim deu certíssimo, para eles!

Que tal fazer diferente dessa vez e ser o próprio presente do filho nesse dia!


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Coragem para Educar

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Feche os olhos e imagine uma imagem.

Um anjo valente, com grandes asas, e com uma espada nas mãos duelando com um temível ser de pele cascuda esverdeada, com grandes garras e soltando fogo pela boca. Essa é a imagem que vem muito forte nessa semana em que se inicia a época de Micael. Em 29 de setembro, comemoramos o dia de São Micael, uma data muito especial para a Antroposofia. Devemos nos espelhar nessa imagem, de Micael dominando o dragão, e ter força e coragem para dominar nossos próprios dragões externos e internos.

É uma época em que devemos resgatar o nosso impulso da coragem, encontrar a força que precisamos para enfrentar medos e desafios. Diante disso, fiquei pensando como é fundamental que nós pais busquemos força para seguir no caminho que achamos correto na educação dos nossos filhos.

As influências vindas de fora são tantas que, precisamos resgatar nossas forças internas para conseguir manter firme nossas convicções.

Uma vez eu atendi uma mãe muito angustiada. Ela tinha um filho de dois anos e meio e me disse: “Eu sei, eu tenho clareza de que não posso dar um tablet para o meu filho, ele é muito pequeno, mas todas as minhas amigas dizem que é um absurdo, que ele vai ficar fora do mundo…”. No fundo, ela sabia o que deveria fazer, mas com tantos palpites faltava-lhe coragem pra seguir as próprias certezas.

Temos que ter coragem para não acelerar a infância e respeitar o tempo das crianças, sem antecipar, nem pular fases. Entender que a infância leva tempo e se já entendemos isso, acalmar o coração de quem nos rodeia e ainda não percebeu essa verdade.

Ter coragem para sermos firmes com os “nãos” mesmo vendo aquela carinha da criança ou do adolescente insistindo no contrário.

Aqui vai uma reflexão bem pertinente. Nós como pais e, principalmente, mães, temos nos afastado do nosso instinto, da nossa intuição. Claro que, para famílias de primeira viagem, ler livros, se informar sobre o que virá pela frente é sempre muito rico, mas é bom ter em mente que muito já está dentro de nós, basta que acessemos e tenhamos coragem para colocar em prática.

A palavra coragem significa agir com o coração. Por isso um bom exercício nessa semana é ouvir o que temos construído dentro do nosso coração, ter certeza daquilo que acreditamos como verdade para que possamos conduzir os nossos filhos com segurança e assim perpetuar o simbolismo de Micael dentro de nós.


pedras

 

E hoje estamos na véspera do tão esperado dia do Anjo Micael!

Quero compartilhar com vocês uma dica muito especial para ser feita com as crianças amanhã, eles vão adorar…

Podemos contar uma breve história, geralmente conto assim:

“Na noite que antecede o dia de Micael, o anjo deu uma linda missão a uma Estrela Cadente: espalhar por diversos lugares Pedras Preciosas que faziam parte da sua Espada da Coragem. Quem encontra uma dessas pedras conquista força e coragem para enfrentar seus medos”.

E aí podemos fazer esta divertida brincadeira de encontrar as pedras com os pequenos!

 

 

 

 


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Micael e as Crianças Estrelas

E esta é uma semana muito especial, estamos na época de Micael!

No dia 29/09 comemoramos o dia do Arcanjo Micael, um anjo que nos guia com coragem, força e sabedoria para passar pelos nossos desafios e dominar nossos medos.

Nesta semana, podemos trazer algumas histórias e brincadeiras para as crianças, com este propósito de enfrentar os medos e conquistar a coragem!

Encontrei esta linda história no site do Jardim Maturi (Pedagogia Waldorf) que pode ser contada para os pequenos, podemos inclusive fazer uma capa dourada para que sirva de inspiração e imaginação!

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Micael e as crinças-estrelas

Era uma vez algumas (aqui podemos utilizar o número de crianças que estão ouvindo a história) maravilhosas crianças que moravam nas estrelas. Uma por uma destas crianças fez uma longa jornada sobre a ponte do arco-íris e desceu para a Terra. Elas trouxeram das estrelas sementes, bulbos e raízes para plantar na Terra e fazer dela um lugar bonito e bom.

Elas cavaram a terra e plantaram as sementes, os bulbos e as raízes. Molhavam os canteiros quando estavam secos e cuidavam para que ninguém pisasse onde as sementes, os bulbos e as raízes tinham sido plantadas. Olhavam para que as ervas daninhas não crescessem perto deles e bloqueassem a luz do sol. Assim que os pequeninos brotinhos verdes colocavam seus narizinhos para fora da terra, o sol os esquentavam e as crianças-estrelas cuidavam deles com muito carinho.

Mas havia um dragão terrível que andava sobre a Terra e um dia ele veio para o jardim onde as crianças-estrelas plantavam suas sementes, seus bulbos e raízes. O dragão não gostava dessas coisas lindas chegando à Terra . Ele ficou muito bravo e começou a cuspir fogo por todo o jardim. Os pequenos brotinhos verdes que estavam crescendo lindos e com tanto cuidado, começaram a secar e se tornaram amarelos e feios.

As crianças-estrelas não sabiam o que fazer. Elas estavam muito tristes ,pois os presentes que haviam trazido para a Terra estavam sendo destruídos pelo dragão.

De repente, uma luz dourada inundou o jardim.era um cavaleiro numa armadura brilhante montado num lindo cavalo branco. Em suas mãos estava uma espada dourada. Era São Micael.

O cavaleiro lutou com o dragão até ele ficar tão fraco que caiu aos pés do cavaleiro, prometendo ser seu servidor.

São Micael voltou-se para as crianças e sorriu para elas e para o jardim. Nas plantas, começaram a crescer folhas novinhas e brotos e as crinças correram para levar-lhes água.

São Micael deu a cada criança-estrela uma capa dourada e lhes disse que estas capas douradas as protegiam sempre que trabalhassem, ajudando a tudo que cresce na terra. As crianças estrelas colocaram suas capas douradas e cuidaram de seu jardim.

As plantas cresceram e deram flores, e as flores enfeitaram a Terra, surgindo assim a Primavera.