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Regando a semente da coragem na vida das crianças

Estamos na época de MICAEL.

No dia 29 de setembro, última sexta-feira, comemoramos o dia Micael e a época do Arcanjo se perpetua pelas próximas quatro semanas. A data é muito especial para a ANTROPOSOFIA.

Aqui no consultório, as crianças fizeram uma busca no quintal a procura de pedras consideradas “preciosas”. As chamadas PEDRAS DA CORAGEM. As crianças guardaram essas pedrinhas com todo carinho. Elas sabem que quem as encontra, conquista força e coragem para enfrentar seus medos.

Para nós, adultos, vale refletir sobre a imagem de Micael dominando o DRAGÃO. Inspirados por essa imagem, devemos buscar força e coragem para dominar nossos próprios dragões externos e internos.

Lembro bem que, no ano passado, eu escrevi um texto que fala sobre a Coragem no processo de Educação (http://falandodainfancia.com.br/2016/09/29/coragem-para-educar/). Este ano, gostaria de compartilhar a questão da coragem por um outro viés, como podemos plantar essa semente da coragem nas crianças e cuidar dela todos os dias.

Quando são ainda muito pequenos, cuidamos e protegemos nossos filhos. Evitamos muito barulho, lugares movimentados demais, garantirmos um ambiente seguro e saudável. Quando estão crescendo, acompanhamos no processo do ANDAR, proporcionamos o livre movimento e deixamos a criança ficar em pé pelo próprio mérito dela.

Só que a criança vai ficando mais ousada e busca mais espaço para si. É nesse ponto que eu quero chegar. Tenho observado que muitos adultos acabam, mesmo sem querer, colocando MEDO nas crianças. Isso acontece com muita frequência quando a criança se afasta um pouco. O adulto rapidamente diz:

– Não vai aí que tem um mostro.

– Cuidado! Ali mora um homem muito mau.

– Se comporta! Esse médico tem injeção pra quem não obedece.

A lista de frases é longa. No fundo, o adulto busca evitar que a criança fique em perigo. A intenção pode ser boa, mas o resultado da ação é desastroso. NUNCA se deve colocar medo nas crianças. Quando os pais, avós, tios, cuidadores agem dessa forma, acabam reagindo pelo seu próprio medo.

O adulto pensa que vai afastar a criança da situação o que, de fato, acaba acontecendo. No entanto, a criança que é corajosa, que é pura e destemida, pode ter esses impulsos naturais enfraquecidos.

Paralelo a isso, podemos causar ainda mais confusão na cabecinha da criança. Veja essa situação: de um lado, dissemos para que a criança que não vá para determinado lugar porque há um desconhecido que pode fazer mal a ela; por outro lado, quase a obrigamos a cumprimentar alguém que ela não conhece ou brincar com uma criança que ainda não faz parte do seu grupo de amiguinhos dela. É óbvio que essa criança ficará confusa e, muitas vezes, com medo.

O que devemos fazer é AGIR COM VERDADE com a criança. NÃO INVENTAR HISTÓRIAS para causar medo nelas. Sugiro também que olhemos para nós mesmos e tentemos identificar como anda o nosso impulso da coragem.

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discutindo

“Me lembro perfeitamente das brigas constantes dos meus pais, isso ecoa dentro de mim até hoje. Era uma sensação muito ruim…”
Essa fala é de um amigo querido que hoje tem um pouco mais de 40 anos.
É interessante perceber que o sentimento dele, quando criança, ainda está presente, 30 anos depois.
Digo isso, para introduzir o tema que quero compartilhar com você hoje: a criança que vive num ambiente de brigas e desentendimentos constantes.
É fato. Os casais discordam, cada um tem seu ponto de vista. Às vezes, o volume da conversa aumenta e ocorrem desentendimentos. Até aí, tudo perfeitamente normal.

Vamos fazer uma rápida reflexão

Duas pessoas se unem. Cada uma fez um caminho para chegar a fase adulta. Esse repertório foi construído ao longo dos anos com os hábitos, aspectos culturais, educação, acolhimento que cada uma recebeu. Agora, elas precisam acomodar tudo isso em um único ambiente. Eles têm um filho e estão juntos na missão de conduzir esse ser. Certamente haverá discordância em alguns pontos. Quando o casal tem clareza dessas diferenças, a conversa parte de um outro patamar. Olhar para essas questões com carinho, nos ajuda a entender e fortalecer o diálogo entre o casal.

Agora quando os dois vivem em pé de guerra, é preciso acender o botão de alerta. Esse clima pode gerar uma tensão na criança.

Ambientes de briga criam uma atmosfera caótica

Esses ambientes deixam as crianças confusas em seus pensamentos. Muitas vezes, elas acham que a culpa pelas brigas é delas.

Essas situações geram insegurança também. A criança nunca sabe até quando as coisas ficarão bem, quando terá início uma nova “guerra”. É como se ela estivesse, o tempo todo, pisando em ovos.
Um outro aspecto é o fato de os filhos se sentirem responsáveis por gerar paz no ambiente, de ajudarem os pais a voltarem para o prumo no meio de uma discussão. Quando elas não conseguem, a frustração é grande. Elas se sentem incapazes.
O reflexo desse ambiente pode aparecer na escola, com comportamentos agressivos, prejudicando o convívio social. Pode ainda reverberar na vida adulta, desenvolvendo comportamentos que, conscientemente, a pessoa não sabe de onde vêm.
Esse ambiente também manda uma mensagem nada boa para as crianças. Elas passam a entender que está na briga e não no diálogo o caminho para a resolução de conflitos.
É claro, que cada situação merece ser olhada individualmente.

Mas o mais importante é refletir sobre a atmosfera que estamos envolvendo nossa família e nossas crianças. E se tiver que mudar algo, essa é a hora de começar!

 


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A criança tem maturidade para fazer escolhas?

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Dia desses estava vendo TV e me deparei com uma situação que parecia uma brincadeira mas, na verdade, era bem perigosa e envolvia uma criança. Tratava-se de um desafio. É fácil encontrá-los na internet, basta fazer uma busca no Youtube. No programa que assitia, o desafio era espirrar desodorante aerosol na perna até que o produto chegasse ao final e consequentemente queimasse a pele da pessoa.

O primeiro a fazer isso foi o pai. Ele descarregou o desodorante na própria perna e depois fez o mesmo na perna do filho. O vídeo mostrava pai e filho se queixando de dor.

O que podemos aprender com isso, além de não fazer o mesmo?

Temos que ter clareza de que a criança não tem maturidade para fazer escolhas.

Às vezes, as crianças são muito insistentes e imploram para que nós as autorizemos a fazer o que elas querem. Como, por exemplo, participar de um desafio como esse. A nossa função, como pais, é ponderar e negar quando preciso for, de forma firme. A questão da maturidade é fisiológica. Até perto dos 21 anos, o jovem não tem todas as estruturas cerebrais formadas e, por conta disso, não tem maturidade suficiente para fazer certas escolhas. Somos nós, os pais, que temos que estar por perto para auxiliá-lo.

Vamos observar isso sob a ótica da Antroposofia.

O impulso da vontade, numa criança, vem de forma bruta e com muitas arestas. O germe da vontade em um bebê já está presente no seu nascimento. Aos 2 anos e meio ou 3 anos, essa vontade reaparece com muita potência. Não é à toa que, nessa época, começam a surgir comportamentos mais desafiadores.

As crianças menores não têm noção do que é perigoso ou não. Nós, adultos, temos que estar ao seu lado para colocar os NÃOS na hora certa. Essas negativas atuam como um contorno para a criança. Não um contorno físico, mas emocional, muito importante para o desenvolvimento dela. É assim que os pequenos vão ganhando limites.  Esse trabalho de lapidação de arestas é nosso. E, pra isso, precisamos ser firmes, precisamos de coragem.

A criança vai crescendo e precisa ganhar uma certa autonomia dentro do que é adequado para a idade. Aos 8 ou 9 anos, é tempo de começar um pequeno treinamento com ela. Podemos começar a perguntar qual a opinião da criança em relação a determinado assunto e tomar uma decisão em conjunto. Aos 15 anos, chega a época da autoeducação. O adolescente segue um pouco mais livre. Não estamos ao lado, o tempo todo guiando. Mas ele sabe que estamos por perto.

Os pais precisam entender que são guardiões da criança. Avaliar algumas situações e negar quando for preciso. O importante é fazer isso com sabedoria. As crianças pedem desde brinquedos a um canal no Youtube. Quem precisa avaliar o risco de cada pedido são os pais. Consciência e responsabilidade os filhos só terão mesmo mais adiante, quando todas as estrutura cerebrais estiverem amadurecidas.

Enquanto isso, arregassemos as mangas. É preciso olhar para o nosso núcleo familiar, para os nossos valores, para o que acreditamos. São esses valores que irão fortalecer a criança e ajudá-la em seu desenvolvimento.


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O papel dos avós na vida de nossos filhos!

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Qual sua lembrança mais carinhosa dos seus avós?

Um passeio na pracinha, o aroma de um bolo recém feito, um colo bem gostoso…

Os avós constroem com os netos uma linda relação, proporcionando aos pequenos lembranças e vivências cheias de amor, afeto e ternura.

Quem nunca ouviu falar: “na casa da vovó pode tudo!”

Essa frase deixa muitos pais de cabelos em pé.

É muito importante entendermos que existem avós que veem seus netos com pouca frequência (só aos finais de semana ou a cada um ou dois meses) e aqueles que cuidam todos os dias para que os pais possam trabalhar. Essa última situação é bastante frequente hoje em dia.

Falando da primeira situação. Esses avós conseguem livremente exercer o seu papel. Podem encher as crianças de mimos, atender todas (ou quase todas) vontades da criança. Tudo bem, é só de vez em quando mesmo. Essa oportunidade de convivência é importantíssima na vida dos pequenos.

Já a segunda situação, exige um pouco mais de traquejo. Nesse caso, os avós precisam manter uma certa rotina com a criança (hora do banho, do almoço, da lição, da brincadeira) e o na casa dessa vovó ou desse vovô não pode tudo o tempo todo.

Esses avós precisam equilibrar a necessidade de rotina, precisam definir limites no dia-a-dia, sem perder a doçura de serem avós. Uma tarefa que tende ser um pouco difícil.

Eles precisarão abrir um espaço dentro dessa relação (avô + neto) e entender que o ritmo e os limites também são presentes que darão aos netos. Pois, esses avós ajudarão, diariamente, os pais na tarefa de educar a criança.

O caminho para construir essa relação é muito diálogo, compreensão e flexibilidades por parte dos pais e dos avós. Dessa forma, tudo pode fluir bem.

E nunca esquecer que a leveza e os momentos lindos que os avós proporcionam para a criança também fazem parte do desenvolvimento da criança e preenchem o seu coraçãozinho com calor!

Por isso, se puder, corra pra bem pertinho do avô ou da avó de seus filhos.

Dê a eles, um abraço bem forte e os agradeça.

Feliz Dia dos Avós!


Luto-na-infancia

Recentemente passei por uma situação muito difícil, a perda de uma pessoal muito querida e que fez parte da minha infância. Me deparei com o fato de ter que falar sobre esse tema tão delicado com as crianças. E fiquei pensando, como apresentar esse assunto para os nossos filhos de forma amorosa, mas que também eles entendam que isso é uma realidade.
Achei importante escrever sobre esse assunto tão delicado. Refleti em como podemos ajudar nossas crianças a passar por este momento de perda de um pessoa muito amada. Aqui também cabe estender essa compreensão para a perda de um animalzinho de estimação.
A primeira questão que devemos pensar é como nós, os adultos, recebemos o LUTO. Na nossa cultura, é muito difícil de lidar com a morte e muitas vezes nem queremos tocar no assunto. Em outros lugares, outras culturas, as pessoas lidam com mais naturalidade e leveza.

Ao olharmos em nossa volta e observarmos a natureza, conseguimos enxergar esse processo do nascer, viver e morrer várias vezes. Na floresta, isso acontece de forma cíclica e sem pausa. As folhas, por exemplo, crescem, secam e caem (morrem). O tempo todo.

Quando a morte chega realmente perto, o ideal é sempre falar a verdade para a criança com muito amor e carinho. Dizer que a avó ou o avô (que faleceram) viajou, por exemplo, pode causar sentimentos e pensamentos confusos. Pode até gerar um sentimento de abandono na criança. Ela pode pensar que a pessoa a deixou intencionalmente.

Mas também é preciso atentar ao fato de falar a verdade. Que verdade é essa e de que forma trazê-la à tona. Mortes trágicas e que envolvam muito sofrimento não precisam ser esmiuçadas para as crianças. É sempre bom responder às perguntas que a criança fizer. E não aumentar o assunto. A medida dessa conversa é dada pela própria criança, quando ela achar que a resposta está suficientemente boa, ela pára de perguntar.

A religiosidade nesse momento é muito importante e ajudará a criança a compreender melhor a situação. Cada família tem um repertório próprio nesse caso.
Quando a criança vive uma situação de luto, alguns comportamentos podem aparecer pois fazem parte do processo como a agressividade, a tristeza, ela pode ter pesadelos durante o sono. Nessas horas, o que temos que fazer é acolhê-la, dar colo, falar com ela e estar disponível a responder para todas as perguntas que virão. Isso ajuda nesse processo tão doloroso.
O ritual de despedida também é muito importante. Aqui vale lembrar que o velórios são um ritual para adultos e não para as crianças. Não devemos forçá-las a participar. Porém se quiser ir, não há objeções. O que podemos fazer para ajudar é criar um ritual especial para os pequenos.
Escrever uma carta ou fazer um desenho, depois colocar o material dentro de um balão com gás hélio e deixar que voe até o céu pode ser um ritual.
Plantar uma árvore ou escolher uma para que seja uma ligação entre a criança e a pessoa que se foi também pode ser um ritual. Nesse caso, não necessariamente um ritual de despedida. Na história da Cinderela dos Irmãos Grimm, por exemplo, uma árvore surge e é lá que Cinderela vai buscar o amparo e a força da mãe que morreu para enfrentar as dificuldades.
A morte não é fácil, mas faz parte da vida e por isso precisa ser vivida. Sempre com amor e muito cuidado, isso vale para crianças e adultos também.

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Para auxiliar pais, avós, professores e cuidadores de crianças nessa faixa etária (dos 7 aos 14 anos), estou preparando com muito carinho um ENCONTRO SOBRE O SEGUNDO SETÊNIO.

Quando a criança deixa o primeiro setênio, aos sete anos, ela se transforma. Surgem novos interesses, novas brincadeiras. As exigências aos pais são outras. Como dar limites nessa idade, como lidar com certos tipos de comportamento. A criança tem agora um pensamento mais crítico e um pezinho na puberdade e na adolescência.

E, bem no centro deste período, temos um momento importante: os 9 anos! Um relato comum nessa fase:

“Meu filho sempre foi um menino alegre e tranquilo. Tristeza, definitivamente, não era a praia dele. Até que um dia, perto de completar 9 anos, chegou em casa chorando. Mas chorando muuuito!…” O desenrolar dessa história conta a chegada do Rubicão na pré-adolescência.

(http://falandodainfancia.com.br/…/a-crianca-entre-9-e-10-a…/)

Se você está vivendo com seu filho ou filha essa fase ou sabe que logo logo ela chegará, essa Roda de Conversa é pra você.

O Encontro será no sábado, dia 06 de maio, das 9hs às 11h30. Os participantes farão uma vivência artística para acomodar esses conteúdos internamente.

Investimento R$ 120 por participante, casais pagam R$100,00 por pessoa.

Inscrições deverão ser antecipadas pelos telefones 3718.0209 e 3714.6341.
E-mail: ale.psi@ig.com.br

Local: Espaço Ita Wegman – Rua Professora Celina Sampaio, 44 – Vila São Francisco -São Paulo


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Separação dos Pais – Um assunto delicado

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A separação dos pais é sempre um assunto difícil e delicado para toda a família. Mesmo nos casos em que ela acontece de forma amigável e, que o diálogo permanece, leva-se um tempo para as crianças se adaptarem ao novo modelo familiar.

Agora, imaginem quando o término dessa relação é algo turbulento e sem possibilidade de conversa entre os pais?

O mundo da criança que deveria ser colorido, torna-se cinzento, como se ela estivesse no meio de uma grande tempestade, ou seja, aquilo que poderia ser conduzido de uma maneira um pouco mais fácil vira um sofrimento além do que já existe.

Quando existem essas discussões, brigas e uma atmosfera “pesada” entre os pais, a criança se percebe no meio de tudo isso e muitas vezes ela sente-se responsável pela situação e na obrigação  de ter que cuidar destes adultos, ficam confusas e inseguras,  preocupadas em como se comportar e, no que vai falar perante o pai ou a mãe para não chatear um ou outro.

Existe uma maneira para se evitar esta situação! Sabemos que estes pais também estão machucados e magoados e que precisam de acolhimento, porém, existe algo maior que tudo isso: O AMOR QUE SENTEM PELO FILHO! E, por este motivo, precisam entender alguns pontos importantes:

O que aconteceu foi a separação do casal (homem e mulher), não a separação Pai e Mãe;

Os pais são as pessoas que os filhos mais amam nessa vida e, vão estar presentes nos momentos mais importantes dessa criança ou adolescente: nas decisões mais importantes, nas comemorações, nos momentos de alegria e tristeza;

Por estas razões e por outras que talvez tenha esquecido de colocar aqui, estes pais precisam minimamente se respeitar, colocar acima de tudo o amor que tem por este filho. Preservar um diálogo, para no mínimo entrarem num consenso sobre as coisas básicas que vão nortear a vida desta criança, como: limites, rotina, educação, orientações e etc. Não é fácil, mas, é necessário fazer um esforço para alinharem os cuidados com esta criança.

A criança que vivencia e percebe este respeito e esta possibilidade de conversa entre os pais, tende a se adaptar melhor à nova realidade, ela fica mais segura e feliz por sentir que é cuidada e amada por dois adultos que estão dispostos a percorrer este caminho da vida ao lado dela. Sim, mais uma vez repito: é difícil! Mas completamente possível quando começamos a olhar que esta criança depende do  amor e proteção do Pai e da Mãe  para que o colorido da sua infância permaneça.

 


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Vamos falar de inclusão?

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Esse é relato de uma amiga querida que se deparou com um grande desafio na alimentação do seu filho quando ele ainda era muito criança. A adaptação não foi fácil, mas com o tempo todos saíram ganhando!

“Meu nome é Elisete e sou mãe do Gabriel que tem 10 anos. Quando ele tinha 2 anos desenvolveu uma diarréia crônica e muita dor abdominal, os médicos descobriram que ele tinha doença celíaca, o que significa o intestino dele é incapaz de digerir o glúten. Na hora comecei a pesquisar sobre a dieta já que não tem remédio e nem cura. Foi aí que minha vida mudou e a dele também, pra melhor, é claro! Pois a partir de então ele passou a comer coisas que não faziam mais mal. Em casa fiz uma faxina e proibi esse tal glúten de entrar em casa, já que existe o risco de contaminação cruzada (transferência de partículas de glúten de um alimento para outro do plantio à manipulação dos alimentos). Para nós, o glúten é veneno e por isso deve ficar bem longe do Gabriel. Avisei a família e a escola. Ninguém conhecia essa doença, então sempre explicava com toda paciência do mundo. Em casa foi muito fácil a adaptação. O complicado mesmo era na escola e nas festas de aniversário, pois ele não podia comer nada ou porque continua glúten ou porque havia o risco da contaminhação cruzada. Aí fui me especializando na cozinha, aprendi a fazer várias receitas pra ele. Hoje, em todo aniversário eu levo o kit festa( guloseimas que muitas crianças gostam como, pirulitos, balas, paçoca). Na minha família, eu virei a boleira, sempre faço os bolos que são muito elogiados. Gosto de ver o Gabriel comendo junto com outras pessoas e se sentindo normal. Na escola, sempre levei bolos inteiros para serem divididos, faço a inclusão e aproveito para explicar um pouco sobre essa doença. Várias vezes me senti feliz e emocionada! Uma dia Gabriel chegou em casa com aquelas sacolinhas surpresas de aniversário e a dele era especial. Olha que gracinha, o amigo falou dele pra mãe que providenciou uma sacolinha especial, depois dessa foram várias outras sacolinhas especiais.” Elisete da Silva Leite

 


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Ideias para as últimas semanas de Férias

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Já estamos nas últimas semanas de férias, imagino o quanto as crianças já aproveitaram! Passeios, brincadeiras, jogos, cinema…

Será que ainda restam ideias para divertir a criançada?

Sempre falo sobre a importância de diminuir o contato das crianças com os eletrônicos (TV, video games, tablets, celulares, etc). Quando há exagero, a criança perde a oportunidade de desfrutar da natureza e se divertir com as brincadeiras que são tão importantes para o desenvolvimento infantil.

Entretanto, quando diminuímos os eletrônicos precisamos ofertar outras possibilidades para que os pequenos não fiquem entediados. E foi por isso que pensei em compartilhar algumas sugestões para este finalzinho de férias. Fazemos sempre aqui em casa e as crianças adoram! A ideia é resgatar as várias brincadeiras que estão em nossas memórias, da época em que fomos crianças.

Seguem duas sugestões de como tudo pode começar:

1- Recorte vários papéis e escreva em cada um deles o nome de uma brincadeira. Depois pegue as bexigas e coloque um papel em cada uma e encha de ar. A criança escolhe uma das bexigas e quando estourar, começa a brincar com a sugestão que aparecer!

2- Como não são todas as crianças que gostam de estourar bexigas, outra ideia é construir com os pequenos uma caixa que pode ser chamada de Caixa da Diversão, Caixa de Brincadeiras ou Caixa de Ideia. Enfim, podemos dar vários nomes! O importante aqui é construir esta caixa com a criança, decorar com pintura, enfeites, brilhos, imagens. Dentro dela coloque os papéis e faça o sorteio.

Estas duas alternativas são uma forma de fazer a criança se envolver com o processo e tornar o momento da brincadeira ainda mais especial.

E o que escrever nos papéis? Vamos relembrar a nossa infância!

Escrevendo este texto fiz este exercício, é fantástico! Olhem o que resgatei, pode servir de sugestões:

Corrida do saco

Pular corda

Brincadeiras de roda

Brincadeiras com bola (brincar de Alerta)

Passa anel

Detetive de papel

Elefante colorido

Fazer pinturas em uma tela

Corrida do Ovo

Amarelinha

Brincar de mímicas (adivinhar filmes ou músicas)

 

Poderia listar muitas outras brincadeiras, mas daria um texto só para isto!

As crianças gostam de conhecer as histórias de quando éramos pequenos, isso os preenche com uma sensação de pertencimento, contribui para a história do “eu” desta criança.

Além disso, estamos mais uma vez falando em construir doces lembranças na vida de nossos filhos, memórias que servirão de base para um adulto criativo e com autoestima positiva.

E o essencial! A vivência do momento PRESENTE rico em afeto e diversão. É também uma oportunidade para que nós, adultos, possamos reencontrar a nossa criança interior.

 

Boa diversão!


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Despertar a Gratidão nos Pequenos

 

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Esta época do ano faz com que as pessoas fiquem mais reflexivas, pensem em como foi o ano. Na TV, vemos as retrospectivas e ouvimos muitas vezes:

– Tomara que o próximo ano seja melhor do que este!

A tendência é olhar apenas para o lado ruim do que vivemos.

Aqui, refleti sobre o meu ano, os momentos difíceis e sobre o exercício que foi buscar força e sabedoria para enfrentar o que vivi e agora vejo como esses momentos me ensinaram e me fizeram crescer.

Também parei pra pensar sobre os encontros especiais que tive, no presente que foi pra mim ter criado este blog, o quanto meu coração transborda de gratidão ao lembrar do meu trabalho, da minha família, das oportunidades, dos meus amigos. Aqui, fazendo toda essa retrospectiva interior, achei importante falar sobre o quão importante é permear a vida dos pequenos com esse lindo sentimento que é a Gratidão!

A gratidão é algo mágico, tanto é que dissemos que o “obrigado” faz parte das palavrinhas mágicas que as crianças aprendem desde pequenas.

A gratidão faz com que as coisas se tornam mais leves, possibilita que olhemos para situações difíceis e as transformemos.

As crianças já trazem dentro de si naturalmente a gratidão que vai além da palavra obrigado. Elas se deliciam ao beber um simples copo d’agua, tem admiração e devoção ao ver algo da natureza ou ao conhecer algo novo. Isso é gratidão e não precisa ser expresso em palavras.

Mesmo assim, com o passar do tempo é importante ajudá-las a manter esse sentimento. Mas como? Você pode se perguntar.

Contar para as crianças de onde vem as coisas que elas usam é uma forma. Veja o lindo o texto que encontrei no O Livro da Gratidão, de Luciana Betti. “Tudo que está no seu lado tem um segredo guardado, uma história pra contar de um passado bem bonito. Quem olhar com gratidão e atenção juntar a isso, verá que tudo veio de longe para estar a seu serviço. Você já pensou que a cama na qual você dorme já foi uma grande árvore? Que ela já viu ninho de passarinho, já viu as estrelas à noite, já deu flor, já deu sementes e se sacudiu nas tempestades? Obrigada árvore, por me ter em seus braços e por me contar, nos meus sonhos, sobre as estrelas e as florestas.”

 Agradecer antes das refeições é outro jeito. Se sentir grato à terra que nos deu os alimentos, ao sol que ajudou na produção deles, aos frutos que as árvores nos deram… Nas escolas, existem músicas para esses momentos. Peça para o(a) seu filho(a), provavelmente ele conhece uma. Caso não conheça, é uma boa oportunidade para você introduzir isso na rotina da casa.

O gesto de agradecer pelo dia antes de dormir também é importante e nesse momento gostaria de deixar aqui uma dica valiosa. Construa com seu filho uma caixinha da gratidão, decore-a… E todos os dias, durante o ritual do sono, faça o momento do agradecimento. Peça para que a criança escreva em um papel ou desenhe algo que tenha a agradecer do dia que passou! Nós, pais, também somos convidados a participar do exercício.  É algo muito legal. Depois de um tempo, quando abrirem essa caixinha, verão quantos motivos terão a agradecer, quantos presentes recebemos da vida e assim ensinamos às crianças olhar nessa direção. Isso vai trazer uma sensação maravilhosa de segurança e acolhimento pela vida.