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Cada vez mais, temos visto novos formatos de família com a separação dos pais. A separação não é fácil para os adultos, então imagina para uma criança. Tenho acompanhado alguns casos no consultório. Os pais que seguem, mesmo separados, numa mesma direção, que têm coerência e que respeitam alguns passos, têm tido sucesso nesta situação.   Normalmente, a separação descortina uma relação que já não estava satisfatória. Pode ser um rompimento conturbado, com feridas que levam tempo para cicatrizar.   Mas o tempo passa, a poeira baixa. Um novo espaço para o amor surge. Os pais com todo carinho e cuidado se perguntam: como devo apresentar essa nova pessoa ao meu filho (a) e como conduzir esta situação?   O primeiro passo é respeitar o TEMPO. A criança precisa se acostumar com a separação dos pais para depois entender um namorado ou namorada nessa história.   Por outro lado, os pais precisam perceber a MATURIDADE da relação. Só devem apresentar essa nova pessoa quando sentirem que esta relação está sólida e que segue na direção de um relacionamento mais firme. O foco é sempre proteger a criança para que ela não vivencie separações desnecessárias.   Quando você apresenta uma pessoa para a criança, ela vai desenvolver um vínculo afetivo. Uma nova separação em pouco tempo, poderá gerar na criança uma insegurança nas relações. Essa menina ou menino pode começar a ter cautela para se vincular a alguém.   Nessa jornada, os pais precisam também CONVERSARentre si. É claro que a separação sempre deixa mágoas, mas nesse caso é importante olhar para a criança. Se é o pai que pensa em traz uma nova pessoa, ele bom que ele diga à mãe: – Tô namorando e tô pensando em apresentá-la para nossa filha. Se você puder conversar com ela também seria muito importante.   Foi assim que aconteceu com uma das famílias que atendo. Os pais conseguiram construir esse caminho juntos. A mãe tinha mágoas, mas nesse momento ela conseguiu pensar na filha e ajudá-la a viver esse processo.   Então vamos lá. Os pais aguardaram um tempo, o pai ou a mãe percebeu que a nova relação tinha futuro, conversaram entre si. Chegou realmente a HORA DE APRESENTAR para a criança.   Minha sugestão, é que o primeiro encontro seja algo rápido: um passeio no parque ou um almoço. Se a criança for muito pequena, pode-se dizer que é um amigo ou uma amiga do pai ou da mãe. Se for uma criança mais velha, cabe falar a verdade. Com o tempo, a criança vai perceber que o pai ou a mãe gosta realmente dessa pessoa, que confia nela, a criança também vai confiar e amar.

É fundamental ressaltar que ninguém vai substituir o lugar de pai e mãe dentro do coração da criança. Mas é importante que todos tenham a clareza de que essa nova pessoa também terá o seu lugarzinho nesse coração.

Tudo bem! É assim que deve ser. Um adulto amado é um adulto que a criança segue como referência.