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É muito provável que você já tenha lido sobre a importância da natureza na vida das crianças. Alguns pediatras estão até “prescrevendo” esse contato com o verde para os pequenos para rebater os males da vida moderna. Realmente, muitos benefícios teremos se seguirmos estas orientações.

E será que para os adolescentes esse contato também faz diferença?

Claro que sim.

As grandes cidades engolem a natureza sem cerimônia. Os edifícios altos bloqueiam nossa vista, não conseguimos mais olhar para o horizonte. A poluição dificulta que contemplemos um céu estrelado. Vivemos cercados por um mundo de empresas em prédios espelhados.

Pois bem, crianças e também adolescentes precisam urgentemente se reconectar com a natureza para que tenham um desenvolvimento físico e emocional saudáveis.

Hoje, quero sugerir algo especialmente para os adolescente. Eles caminham para uma nova fase. Estão prestes a enfrentar os desafios da nova etapa e precisão estar em contato com o Belo para vivenciar os diversos sentimentos que estão por vir.

De acordo com a Antroposofia, dos 7 aos 14 anos, a vida deve ser bela. A criança e o adolescente dessa faixa etária precisam da beleza na sua formação, até o estudo das ciências exatas, como matemática, deveria ser feito de forma artística.

Então, que tal percorrer uma trilha no meio do mato?

Nós aqui em casa adoramos, principalmente quando essa trilha nos leva às alturas…

A trilha nos proporciona caminhar por lugares que não conhecemos, o desconhecido está à frente. Ela possui níveis de dificuldades, encontramos desafios pelo caminho. Dependendo da dificuldade da trilha, achamos que não vamos conseguir enfrentar. Escalamos pedras, pedimos auxílio para quem está ao nosso lado, sentimos medo, percebemos adrenalina no corpo…

Carregamos conosco apenas o necessário e isso basta. Perceber isso é um grande presente.

É possível percebem a força que esta vivência traz para o adolescente, que também anda por um lugar desconhecido. Nessa fase, ele está deixando a infância e caminha para a vida adulta.

No caminho, temos a oportunidade de parar para descansar, olhar e pensar como vamos fazer para prosseguir. Viver um momento de respiro o contato com a gente mesmo.

Andamos, andamos… Andamos com o objetivo de chegar a algum lugar e andamos também para desfrutar do caminho. Caminhar nos ajuda a organizar as ideias. Não é à toa que dizemos: “preciso espairecer, vou dar uma volta para organizar as ideias.” Realmente a caminhada nos proporciona isso.

Depois de tantas dificuldades, desafios, cansaço chegamos ao nosso destino. Conquistamos o nosso objetivo. Geralmente é um lugar deslumbrante!

Uma vista incrível que reforça a importância de termos feito todo o caminho todo para chegar e desfrutar de tudo isso. A sensação da conquista toma conta de todo o ser, aquele lugar ganha um valor especial para todos.

Claro que essa experiência também pode ser vivida pelas crianças menores. Os pequenos terão de se encher de coragem para os desafios.

Uma trilha no mato é uma metáfora para a vida. Gostaria realmente que você sentisse o que ela pode trazer para o seu dia a dia!


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Regando a semente da coragem na vida das crianças

Estamos na época de MICAEL.

No dia 29 de setembro, última sexta-feira, comemoramos o dia Micael e a época do Arcanjo se perpetua pelas próximas quatro semanas. A data é muito especial para a ANTROPOSOFIA.

Aqui no consultório, as crianças fizeram uma busca no quintal a procura de pedras consideradas “preciosas”. As chamadas PEDRAS DA CORAGEM. As crianças guardaram essas pedrinhas com todo carinho. Elas sabem que quem as encontra, conquista força e coragem para enfrentar seus medos.

Para nós, adultos, vale refletir sobre a imagem de Micael dominando o DRAGÃO. Inspirados por essa imagem, devemos buscar força e coragem para dominar nossos próprios dragões externos e internos.

Lembro bem que, no ano passado, eu escrevi um texto que fala sobre a Coragem no processo de Educação (http://falandodainfancia.com.br/2016/09/29/coragem-para-educar/). Este ano, gostaria de compartilhar a questão da coragem por um outro viés, como podemos plantar essa semente da coragem nas crianças e cuidar dela todos os dias.

Quando são ainda muito pequenos, cuidamos e protegemos nossos filhos. Evitamos muito barulho, lugares movimentados demais, garantirmos um ambiente seguro e saudável. Quando estão crescendo, acompanhamos no processo do ANDAR, proporcionamos o livre movimento e deixamos a criança ficar em pé pelo próprio mérito dela.

Só que a criança vai ficando mais ousada e busca mais espaço para si. É nesse ponto que eu quero chegar. Tenho observado que muitos adultos acabam, mesmo sem querer, colocando MEDO nas crianças. Isso acontece com muita frequência quando a criança se afasta um pouco. O adulto rapidamente diz:

– Não vai aí que tem um mostro.

– Cuidado! Ali mora um homem muito mau.

– Se comporta! Esse médico tem injeção pra quem não obedece.

A lista de frases é longa. No fundo, o adulto busca evitar que a criança fique em perigo. A intenção pode ser boa, mas o resultado da ação é desastroso. NUNCA se deve colocar medo nas crianças. Quando os pais, avós, tios, cuidadores agem dessa forma, acabam reagindo pelo seu próprio medo.

O adulto pensa que vai afastar a criança da situação o que, de fato, acaba acontecendo. No entanto, a criança que é corajosa, que é pura e destemida, pode ter esses impulsos naturais enfraquecidos.

Paralelo a isso, podemos causar ainda mais confusão na cabecinha da criança. Veja essa situação: de um lado, dissemos para que a criança que não vá para determinado lugar porque há um desconhecido que pode fazer mal a ela; por outro lado, quase a obrigamos a cumprimentar alguém que ela não conhece ou brincar com uma criança que ainda não faz parte do seu grupo de amiguinhos dela. É óbvio que essa criança ficará confusa e, muitas vezes, com medo.

O que devemos fazer é AGIR COM VERDADE com a criança. NÃO INVENTAR HISTÓRIAS para causar medo nelas. Sugiro também que olhemos para nós mesmos e tentemos identificar como anda o nosso impulso da coragem.

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