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O papel dos avós na vida de nossos filhos!

 avos

Qual sua lembrança mais carinhosa dos seus avós?

Um passeio na pracinha, o aroma de um bolo recém feito, um colo bem gostoso…

Os avós constroem com os netos uma linda relação, proporcionando aos pequenos lembranças e vivências cheias de amor, afeto e ternura.

Quem nunca ouviu falar: “na casa da vovó pode tudo!”

Essa frase deixa muitos pais de cabelos em pé.

É muito importante entendermos que existem avós que veem seus netos com pouca frequência (só aos finais de semana ou a cada um ou dois meses) e aqueles que cuidam todos os dias para que os pais possam trabalhar. Essa última situação é bastante frequente hoje em dia.

Falando da primeira situação. Esses avós conseguem livremente exercer o seu papel. Podem encher as crianças de mimos, atender todas (ou quase todas) vontades da criança. Tudo bem, é só de vez em quando mesmo. Essa oportunidade de convivência é importantíssima na vida dos pequenos.

Já a segunda situação, exige um pouco mais de traquejo. Nesse caso, os avós precisam manter uma certa rotina com a criança (hora do banho, do almoço, da lição, da brincadeira) e o na casa dessa vovó ou desse vovô não pode tudo o tempo todo.

Esses avós precisam equilibrar a necessidade de rotina, precisam definir limites no dia-a-dia, sem perder a doçura de serem avós. Uma tarefa que tende ser um pouco difícil.

Eles precisarão abrir um espaço dentro dessa relação (avô + neto) e entender que o ritmo e os limites também são presentes que darão aos netos. Pois, esses avós ajudarão, diariamente, os pais na tarefa de educar a criança.

O caminho para construir essa relação é muito diálogo, compreensão e flexibilidades por parte dos pais e dos avós. Dessa forma, tudo pode fluir bem.

E nunca esquecer que a leveza e os momentos lindos que os avós proporcionam para a criança também fazem parte do desenvolvimento da criança e preenchem o seu coraçãozinho com calor!

Por isso, se puder, corra pra bem pertinho do avô ou da avó de seus filhos.

Dê a eles, um abraço bem forte e os agradeça.

Feliz Dia dos Avós!


Luto-na-infancia

Recentemente passei por uma situação muito difícil, a perda de uma pessoal muito querida e que fez parte da minha infância. Me deparei com o fato de ter que falar sobre esse tema tão delicado com as crianças. E fiquei pensando, como apresentar esse assunto para os nossos filhos de forma amorosa, mas que também eles entendam que isso é uma realidade.
Achei importante escrever sobre esse assunto tão delicado. Refleti em como podemos ajudar nossas crianças a passar por este momento de perda de um pessoa muito amada. Aqui também cabe estender essa compreensão para a perda de um animalzinho de estimação.
A primeira questão que devemos pensar é como nós, os adultos, recebemos o LUTO. Na nossa cultura, é muito difícil de lidar com a morte e muitas vezes nem queremos tocar no assunto. Em outros lugares, outras culturas, as pessoas lidam com mais naturalidade e leveza.

Ao olharmos em nossa volta e observarmos a natureza, conseguimos enxergar esse processo do nascer, viver e morrer várias vezes. Na floresta, isso acontece de forma cíclica e sem pausa. As folhas, por exemplo, crescem, secam e caem (morrem). O tempo todo.

Quando a morte chega realmente perto, o ideal é sempre falar a verdade para a criança com muito amor e carinho. Dizer que a avó ou o avô (que faleceram) viajou, por exemplo, pode causar sentimentos e pensamentos confusos. Pode até gerar um sentimento de abandono na criança. Ela pode pensar que a pessoa a deixou intencionalmente.

Mas também é preciso atentar ao fato de falar a verdade. Que verdade é essa e de que forma trazê-la à tona. Mortes trágicas e que envolvam muito sofrimento não precisam ser esmiuçadas para as crianças. É sempre bom responder às perguntas que a criança fizer. E não aumentar o assunto. A medida dessa conversa é dada pela própria criança, quando ela achar que a resposta está suficientemente boa, ela pára de perguntar.

A religiosidade nesse momento é muito importante e ajudará a criança a compreender melhor a situação. Cada família tem um repertório próprio nesse caso.
Quando a criança vive uma situação de luto, alguns comportamentos podem aparecer pois fazem parte do processo como a agressividade, a tristeza, ela pode ter pesadelos durante o sono. Nessas horas, o que temos que fazer é acolhê-la, dar colo, falar com ela e estar disponível a responder para todas as perguntas que virão. Isso ajuda nesse processo tão doloroso.
O ritual de despedida também é muito importante. Aqui vale lembrar que o velórios são um ritual para adultos e não para as crianças. Não devemos forçá-las a participar. Porém se quiser ir, não há objeções. O que podemos fazer para ajudar é criar um ritual especial para os pequenos.
Escrever uma carta ou fazer um desenho, depois colocar o material dentro de um balão com gás hélio e deixar que voe até o céu pode ser um ritual.
Plantar uma árvore ou escolher uma para que seja uma ligação entre a criança e a pessoa que se foi também pode ser um ritual. Nesse caso, não necessariamente um ritual de despedida. Na história da Cinderela dos Irmãos Grimm, por exemplo, uma árvore surge e é lá que Cinderela vai buscar o amparo e a força da mãe que morreu para enfrentar as dificuldades.
A morte não é fácil, mas faz parte da vida e por isso precisa ser vivida. Sempre com amor e muito cuidado, isso vale para crianças e adultos também.