Imelco-contos-de-fadas

Sabe aquele momento caloroso antes de dormir? Em que fazemos um ritual:  uma de conversa, um verso ou uma oração. E que os nossos filhos sempre pedem: conta uma história…

Não é à toa que isso acontece.

As histórias habitam o universo infantil. Os contos de fadas, as fábulas são momentos mágicos para as crianças.
Costumo dizer que são como antídotos para as mais diversas situações. Os contos cochicham bem baixinho nos corações das crianças mensagens sobre medos, respeito, coragem, força, tristeza, raiva e muitas vezes têm efeito terapêutico. Até nós, os adultos, refletimos quando ouvimos uma história ou uma metáfora.
Por isso, gostaria de compartilhar com vocês algumas dicas para que esse momento seja ainda mais especial e proveitoso.

• PRESENÇA
É muito importante que estejamos entregue à criança nesta hora, olhando em seus olhos. Por isso, se possível, tente decorar a história (a palavra DECORAR vem COR, que significa coração) assim quando decoramos algo estamos lembrando com o coração.

• ELETRÔNICOS NÃO
Sei que hoje temos a praticidade dos DVD’s e de plataformas de vídeo que trazem as histórias prontas. E é só colocar a criança na frente da tela. O que acontece nessas situações é que a criança recebe a imagem pronta e, com isso, interrompemos sua criatividade e imaginação. Quando contamos a histórias com poucos recursos visuais, poucas imagens, damos a ela a possibilidade de imaginar tudo, o rosto dos personagens, o cenário… Dessa forma, a criatividade da criança atua o tempo todo.

• NÃO AMENIZAR A HISTÓRIA
É importante contar as histórias como elas realmente são. Por exemplo: o Lobo Mau da Chapeuzinho Vermelho é realmente mau, ele comeu a vovozinha, lembra? Não precisamos mudar a história dizendo que ele é bonzinho. A criança carregara aquela mensagem para dentro de si e fará inconscientemente a interpretação necessária. Nessa história, o lenhador chega a tempo. Abre a barriga do lobo e salva a vovó e a Chapeuzinho.

• CUIDAR COM A ENTONAÇÃO
A entonação deve ser quase a mesma do começo ao fim, com levíssimas alterações no tom de voz. Dessa forma, a criança não leva sustos. Se colocarmos o Lobo Mau com muita força, com risadas altas, a criança não terá espaço para interpretar do jeito dela. O ideal é que a criança faça a interpretação da histórias com os recursos do seu próprio repertório.

• OBJETOS
Podemos enriquecer este momento com objetos que façam parte da história, uma coroa dourada, por exemplo, ou um instrumento musical. Se for produzido pela pela criança ficará ainda mais rico.

Bom, o mais importante é que como pais possamos criar este hábito, as crianças ganharam muito com isso.

A propósito que tal relembrar da nossa criança?
Qual o conto de fada que você mais gostava quando era criança?
Sente-se em um lugar bem especial e silencioso e tente contar essa história a você mesmo.
Dê esse presente para sua criança interior, tenho certeza que ela irá gostar!