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Despertar a Gratidão nos Pequenos

 

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Esta época do ano faz com que as pessoas fiquem mais reflexivas, pensem em como foi o ano. Na TV, vemos as retrospectivas e ouvimos muitas vezes:

– Tomara que o próximo ano seja melhor do que este!

A tendência é olhar apenas para o lado ruim do que vivemos.

Aqui, refleti sobre o meu ano, os momentos difíceis e sobre o exercício que foi buscar força e sabedoria para enfrentar o que vivi e agora vejo como esses momentos me ensinaram e me fizeram crescer.

Também parei pra pensar sobre os encontros especiais que tive, no presente que foi pra mim ter criado este blog, o quanto meu coração transborda de gratidão ao lembrar do meu trabalho, da minha família, das oportunidades, dos meus amigos. Aqui, fazendo toda essa retrospectiva interior, achei importante falar sobre o quão importante é permear a vida dos pequenos com esse lindo sentimento que é a Gratidão!

A gratidão é algo mágico, tanto é que dissemos que o “obrigado” faz parte das palavrinhas mágicas que as crianças aprendem desde pequenas.

A gratidão faz com que as coisas se tornam mais leves, possibilita que olhemos para situações difíceis e as transformemos.

As crianças já trazem dentro de si naturalmente a gratidão que vai além da palavra obrigado. Elas se deliciam ao beber um simples copo d’agua, tem admiração e devoção ao ver algo da natureza ou ao conhecer algo novo. Isso é gratidão e não precisa ser expresso em palavras.

Mesmo assim, com o passar do tempo é importante ajudá-las a manter esse sentimento. Mas como? Você pode se perguntar.

Contar para as crianças de onde vem as coisas que elas usam é uma forma. Veja o lindo o texto que encontrei no O Livro da Gratidão, de Luciana Betti. “Tudo que está no seu lado tem um segredo guardado, uma história pra contar de um passado bem bonito. Quem olhar com gratidão e atenção juntar a isso, verá que tudo veio de longe para estar a seu serviço. Você já pensou que a cama na qual você dorme já foi uma grande árvore? Que ela já viu ninho de passarinho, já viu as estrelas à noite, já deu flor, já deu sementes e se sacudiu nas tempestades? Obrigada árvore, por me ter em seus braços e por me contar, nos meus sonhos, sobre as estrelas e as florestas.”

 Agradecer antes das refeições é outro jeito. Se sentir grato à terra que nos deu os alimentos, ao sol que ajudou na produção deles, aos frutos que as árvores nos deram… Nas escolas, existem músicas para esses momentos. Peça para o(a) seu filho(a), provavelmente ele conhece uma. Caso não conheça, é uma boa oportunidade para você introduzir isso na rotina da casa.

O gesto de agradecer pelo dia antes de dormir também é importante e nesse momento gostaria de deixar aqui uma dica valiosa. Construa com seu filho uma caixinha da gratidão, decore-a… E todos os dias, durante o ritual do sono, faça o momento do agradecimento. Peça para que a criança escreva em um papel ou desenhe algo que tenha a agradecer do dia que passou! Nós, pais, também somos convidados a participar do exercício.  É algo muito legal. Depois de um tempo, quando abrirem essa caixinha, verão quantos motivos terão a agradecer, quantos presentes recebemos da vida e assim ensinamos às crianças olhar nessa direção. Isso vai trazer uma sensação maravilhosa de segurança e acolhimento pela vida.


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Um problema de Natal

 

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            Olhando o Facebook encontrei esse lindo vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=s7QeDzyQlXY&feature=youtu.be ) em uma página que acompanho chamada De Criança Para Criança, e decidi dividir com vocês. Ele trata de Natal e separação.

            Neste fim de semana, comemoramos o nascimento de Jesus, uma data que traz a ideia de família reunida. Mas nem sempre é assim. O vídeo mostra de uma forma delicada a realidade de duas crianças que estão prestes a viver o primeiro Natal com os pais separados. Os desenhos, feitos por crianças, apresentam as angústias de um menino e de uma menina que não querem ter que escolher com quem passarão a noite de Natal.

            A separação dos pais é sempre um assunto difícil para toda a família. Mesmo nos casos em que o rompimento acontece de forma amigável e que o diálogo permanece, leva-se um tempo até que as crianças se adaptem à nova rotina. Diante da separação dos pais, muitas crianças podem se deparar com esse mesmo sentimento mostrado no vídeo, de ter que escolher entre um e outro.

            Os filhos podem se sentir forçados a assumir uma responsabilidade que ainda não é deles e preocupados em não chatear o pai ou a mãe com a sua escolha.

            Neste momento, é muito importante deixar de olhar para as questões do casal e olhar para as crianças. Sabemos que estes pais passam por uma situação delicada, estão machucados e magoados, porém existe algo maior que tudo isso: O AMOR QUE SENTEM PELO FILHO!

É muito importante, nessa hora ouvir, o que os filhos estão sentindo. Se as angústias não surgem naturalmente, vale perguntar.

– Como você está se sentindo?

– Você está incomodado com alguma situação, algo te preocupa?

            Depois disso, os pais devem se posicionar, lembrar que o pai e a mãe são figuras que vão acompanhar a criança pra sempre independentemente de estarem casados ou não.  Nessa conversa, a criança deve se sentir muita amada.

A criança que vivencia e percebe o respeito entre os pais, tende a se adaptar melhor à nova realidade. Ela fica mais segura e feliz por sentir que é cuidada e amada por dois adultos que estão dispostos a percorrer um caminho de vida ao lado dela.

No desfecho do vídeo, as avós entram em cena e, em vez de uma festa de Natal, as crianças têm duas. A vida real normalmente é mais complexa do que nos desenhos. No entanto, complexa ou não é nosso papel agora que somos pais deixar que o colorido da infância permaneça.

Feliz Natal com muita luz pra todos!!!


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Toda criança precisa de Ninho

 

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Você já deve ter visto um ninho de passarinho de perto. Melhor ainda se conseguiu acompanhar todo o árduo trabalho desses pequenos seres para construir um lar para seus filhotes. Eles trazem um a um os gravetos na ponta do bico, arrumam com todo amor e dedicação o lugar onde irão criar seus filhotinhos (postei essa semana no Facebook, um vídeo que mostra um ninho num lugar bem inusitado). Depois que os filhotes nascem, os pássaros levam comida, protegem os pequenos contra os perigos para que eles cresçam com segurança e logo adiante possam voar, explorar e conhecer o mundo em busca do seu próprio alimento.

Agora, a partir dessa imagem vamos pensar nos nossos filhos!

As crianças também precisam de um ninho. Quando pensamos nessa palavra logo vem à mente um lugar acolhedor e seguro. E é exatamente isso!

Como pais, devemos construir um lugar quentinho e que transmita segurança, para que os nossos filhos sintam-se acolhidos. Construir esse ambiente exige algo que temos de sobra: muito amor! E exige também muita dedicação e envolvimento da nossa parte.

Vamos começar pelas relações, como é importante cuidar disso. Para os pequenos, elas são fundamentais. A relação com os avós, com os tios e principalmente, com o pai, a mãe e os irmãos, as pessoas que convivem na mesma casa que esses pequenos. Caso seu núcleo familiar seja diferente, inclua aqui quem faz parte dele. Essas são as pessoas que vão viver nesse “ninho”. Através desses relacionamentos as crianças são envolvidas por um calor que não vem do fogo, mas do coração e que vai reverberar mais adiante em segurança e autoconfiança.

Para isso, temos que ter a consciência de estarmos presentes, inteiros enquanto convivemos com nossos filhotes. Deixar de lado os celulares, a TV, os computadores, para que possamos ter uma troca autêntica, o olho no olho, e conversar com nossos filhos com atenção.

Outra situação importante, é evitar que as crianças (principalmente as pequenas) tenham contato com os noticiários mais violentos. Há quem diga que nenhum noticiário é destinado a crianças. Muitos pais acreditam que tenham que desde cedo apresentar às crianças a realidade do mundo e para que não fiquem alienados, que tenham que conhecer a violência, a irracionalidade humana que muitas vezes vira assunto na TV e jornais. Não é bem assim. Já falamos aqui, mas vale lembrar. Para a Antroposofia, até os sete anos, o que significa no primeiro Setênio, o Mundo é Bom e é assim que a criança deve vê-lo. Nessa fase, a criança vive por imitação, ela não distingue ficção da realidade, pra ela tudo é real.

Eles terão muito tempo para saber que o mundo tem essas coisas e quando se depararem com essa realidade saberão reagir com confiança. Claro que se eles perguntarem ou tiverem em contato com algo ruim, vamos acolher o questionamento, conversar sobre o fato, mas sempre deixando a criança trazer o assunto, nunca o contrário. Depois de ouvi-la podemos dizer que nós (pais, avós, professores) o amamos muito e estaremos sempre por perto para cuidar dele e protegê-lo, assim como o pássaro cuida de seus filhotes.

Na vida dos pequenos, outra fator essencial para que esse calor se faça presente é a coerência dos pais e cuidadores quanto a educação da criança. Estabelecer ritmos e bons hábitos, colocar limites, conduzir as situações com firmeza.

Dessa forma, este ninho passa a viver dentro da criança e sempre que precisar recorrer a ele saberá onde encontrar. Mesmo quando for adulto, longe de sua família, não se sentirá sozinho, estará preenchido e terá segurança para voar!


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Mãe, o Papai Noel existe?

 

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Muitos pais já se depararam com essa pergunta. Ou, até mesmo com a própria afirmação:

– Eu sei que Papai Noel não existe. São vocês (o pai e a mãe) que compram o presente.

O que acontece quando uma criança começa a desconfiar da história que sempre acreditou?

Na semana passada, postei um texto sobre a Época do Natal (http://falandodainfancia.com.br/2016/11/30/a-epoca-de-natal/) e recebi várias mensagens. Entre os comentários, destaco os de duas mães que acompanham o Blog. Uma delas estava muito triste, porque o filho de 6 anos disse a ela que Papai Noel não existe. A outra fez um comentário em relação ao filho de 9 anos. Ele também falou da inexistência de Papai Noel. Nesse caso, a preocupação da mãe é em relação à caçula. O receio era que o mais velho transferisse a desconfiança para a irmã menor.

Mais cedo ou mais tarde iremos nos deparar com essa situação. Normalmente essa dúvida começa a surgir por volta dos 9 ou 10 anos de idade, mas às vezes pode aparecer antes. Nessa época, a criança passa por uma fase em que a fantasia fica um pouco de lado e começam os questionamentos. Uma dica que vale muito é devolver a pergunta para a criança e isso também vale para o menino de 6 anos.

– Por que você acha que o Papai Noel não existe?

Dessa forma poderemos escutar o entendimento que eles têm e perceber se estão mesmo preparados para que contemos, de forma carinhosa, a verdade ou se podemos esperar mais um pouco.

No entanto, se você perceber que esse é o momento para desvendar tudo, é bom trazer a verdade de forma leve e resgatar com a criança como foi gostoso viver tantos Natais com a figura daquele velhinho por perto. Uma sugestão é lembrar dos momentos, revisitar os Natais passados… A partir desse resgate podemos conversar o quanto é importante que o irmão mais novo, o priminho ou o vizinho menor também vivenciem o que ele experimentou, o quanto foi bom. Assim a magia se perpetua e cada criança descobre por si e no seu tempo quem é o Papai Noel.

Foi exatamente o que aconteceu com a minha filha mais velha. Aos 9,  ela começou a fazer perguntas. Ela começou a desconfiar que a história não estava bem contada. Eu conversei com ela de forma leve e amorosa. Trouxe a ideia de que o Papai Noel do shopping, com apelo comercial, sentado na loja não existe realmente. Ela ficou triste, mas entendeu. O interessante foi o que aconteceu tempos depois. Ela nunca mais tocou no assunto, hoje tem 12 anos e quando converso com a caçula sobre o assunto ela me dá uma olhada de canto de olho, como se fossemos cúmplices de um segredo que ainda não pode ser revelado para a menor. Ela continua escrevendo a cartinha para o Papai Noel. Acho que realmente pensa que Papai Noel não existe, mas continua vivenciando a magia só que de uma forma diferente, participando dos rituais, de algo mais espiritualizado.

É muito rico manter essa fantasia e imaginação na vida dos pequenos, ela faz parte do universo deles. Personagens, como o Papai Noel, quando mantidos vivos nas crianças passam a elas a ideia de que o mundo é bom e acolhedor, o que segundo a Antroposofia é fundamental para as crianças do primeiro setênio (0 a 7 anos). Isso traz calor, confiança a elas. A criança aprende a desenvolver a fé e a esperança que levará para a vida inteira. Acreditar nos sonhos, ter a confiança de que os desejos possam ser realizados é o alimento para uma vida saudável na infância. Às vezes até o presente material fica em segundo plano, o maior presente aqui será toda  essa atmosfera que a época traz.

Manter viva essas experiências na vida dos pequenos é saudável e traz lindas lembranças.