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A infância é a fase da vida em que estamos aprendendo de tudo! Vivenciamos os primeiros desafios, as primeiras dificuldades, as lembranças iniciais e registramos boa parte das nossas primeiras memórias.

Uma fase de adaptação a este mundo, de conhecer e nos acostumar com os adultos que nos rodeiam e de lapidar nossas vontades e desejos, que vem com força total e de forma bruta.

Para que, nós, pais, possamos ajudar a organizar tudo isso na vida das crianças devemos, acima de tudo, adotar desde cedo os bons hábitos!

Vamos começar pensando no exemplo de uma criança que está em processo de desfralde ou que regrediu um pouco e voltou a fazer xixi na cama, depois da chegada de um irmãozinho. Nessa fase, um xixi sempre escapa. Isso é certo, como dois e dois são quatro. Nessas horas, temos que manter a calma, mesmo que a cama tenha sido recém trocada e que, do lençol de baixo ao edredon, tudo terá que ir para a máquina de lavar. Lembremos, a criança ainda está em fase de “treinamento”. Quando aprendemos a andar de bicicleta, os tombos não são inevitáveis? Nesse caso, o xixi fora do lugar também é. Dito isso, vamos ao exemplo. Alguns pais, por irritação ou orientação mesmo, acabam dizendo:

– Vamos deixar você molhada mesmo, para que se incomode com isso e perceba o quanto é ruim!

Pense. A criança pode acreditar no que no que você está querendo ensinar. Ela pode até aprender e se acostumar que o melhor mesmo é ela ficar molhada e com cheiro de xixi. O que não é nada bom pra ela. O ideal aqui é fazer exatamente o contrário. Trocar esta criança e ir mostrando que não é legal ficar molhada, que é melhor ficar limpinha e seca.

Outra situação, aquela criança maior que brincou o dia inteiro e que está morrendo de preguiça de tomar banho. Nesse caso, temos que ter força (não física, mas emocional) para convencê-la a ir para o chuveiro e assim aprenda que não é bom dormir suja. Não precisamos ficar falando, apenas devemos agir com firmeza.

Manter a casa organizada, limpa, enfeitada com flores, sempre que possível, também faz com que a criança se adapte a este ambiente e no futuro senta saudades disso.

O hábito de comer na mesa, para que a criança vivencie esta proximidade com os familiares e com a alimentação.

O hábito de dormir sempre no mesmo horário, sem a TV ligada ou com rituais.

Os bons hábitos trarão segurança, organização interna e tranquilidade às nossas crianças.

Na adolescência, é provável que esses hábitos que, a duras penas, implementamos sejam contestados ou deixados de lado. Tudo bem, faz parte! Mas quando começar o processo de autoeducação, lá pelos 15 ou 16 anos, o que se tornou hábito na infância comece a falar baixinho lá dentro e a dar saudade. No futuro, esses hábitos voltarão como prática.

Quando nós, adultos, dissemos:

– Nossa! Preciso ir para praia para descansar!

Provavelmente, isso foi algo que aconteceu de fato na nossa vida, lá na primeira infância, e hoje ressoa forte no coração. Um hábito que pode ter sido instalado lá atrás e que hoje está internalizado, já vive dentro de nós. É assim que funciona. Nós só sentimos falta ou saudades do que já tivemos, do que já vivemos repetidas vezes.

Todos os bons hábitos e os valores que acreditamos e conseguimos manter firmes dentro da nossa casa são bases estruturais para um adulto mais seguro de si.