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Era Dia dos Pais, fomos a um restaurante numa cidade vizinha para aproveitar o domingo. Na do lado, um bebezinho chamou a atenção. Era uma menininha, de uns seis ou sete meses, que se deliciava com um pedaço de pão na mão. Depois de saborear todo o seu lanche começou a ficar um pouco incomodada. O Pai dela deu uma pausa em sua refeição para acolher a pequena, nada a contragosto. A mãe seguiu o seu almoço tranquilamente. Há quem pensa, mãe de sorte, essa. Eu diria, filha de sorte, essa.
É exatamente sobre essa relação que se fortalece no dia-a-dia que quero falar hoje, desses homens tão especiais na vida dos filhos e da importância que esse vínculo afetivo pai e filho tem.
E aqui, não falo de uma forma excludente, chamando atenção apenas para o pai biológico. A figura paterna à moda antiga não existe em algumas famílias, por morte, separação ou qualquer outro motivo. Falo de uma figura masculina importante, presente e ativa na vida das crianças, que pode ser um avô, um padrinho, um tio, um amigo querido da família.
Desde o início da vida, a sua presença é essencial, no acompanhamento da gestação, no carinho e amparo à mãe, na conversa com o bebê ainda na barriga, passando segurança à gestante no momento do parto. Importante lembrar que na sala de parto, muitas vezes, o pai é convidado a cortar o cordão umbilical do bebê. Sobre esse momento paira um simbolismo importante, porque é esse pai que vai cortar o “cordão” mais adiante e ajudar essa criança a encarar o mundo.
Ainda nestes primeiros anos o mundo chega até a criança através dos olhos da mãe, mas a partir do segundo setênio (dos sete aos 14 anos) o mundo entra direto na criança e é o pai que vai ajudá-lo nesta caminhada. Com esta força do masculino ele traz estrutura para a criança, firmeza ao caminhar pela vida, apresenta o mundo para ela. É uma energia masculina que dá direcionamento. E é claro, que também traz acolhimento. Todos nós temos essas duas energias dentro da gente: masculino e feminino. O masculino trazido pela figura paterna possibilita firmeza, limites, confiança, e o direcionamento no caminhar pelo mundo. O feminino que, também existe, dentro deste mesmo homem traz o acolhimento, a leveza e a sensibilidade no carinho e aconchego com a criança.
A questão é: será que nós, como mães, damos espaço necessário para que os pais possam agir? É comum que pais e mães ajam de forma diferente em relação aos filhos, mas vale observar que nem sempre o que é diferente está errado.

Muitas vezes é apenas diferente mesmo. Vale pensar se estamos permitindo que os pais cuidem da maneira deles, com este lado mais direto e, às vezes, mais leve.

Nossos filhos só têm a ganhar.