vento

Hoje, Marta (Professora Waldorf) e Eu nos reunimos, mais uma vez, para preparar com muito carinho os Encontros da próxima Oficina Lúdica.

É impressionante como, durante toda a preparação, nossos olhos lacrimejam de emoção com cada inspiração, cada verso e cada atividade que surge.

A poesia que vou reescrever em seguida, é de Ruth Salles e, transmite esse momento. Além de ser uma das poesias que fará parte dessa Oficina.

catavento

O Vento

Eu não vejo o vento, mas o vento vem.

Ele desenha carneirinhos brancos com as espumas das ondas do mar.

Eu não vejo o vento, mas o vento sopra nos veleiros e nas jangadas, como soprou antigamente nas velas das caravelas.

Eu não vejo o vento, mas o vento dança.

Ele dança com as folhas secas que estão no chão, e elas giram, giram…

Eu não vejo o vento, mas o vento canta.

Ele canta nas árvores altas – pinheiros, casuarinas, eucaliptos – e todas elas balançam e cantam junto com o vento.

Eu não vejo o vento, mas o vento é forte.

E desmancha meu cabelo, refresca meu rosto, toca tambor nas vidraças da janela.

Eu não vejo o vento, mas ele brinca no jardim com todas as flores.

E elas fazem um barulhinho engraçado, como se estivessem rindo umas com as outras.

Eu não vejo o vento, mas eu gosto quando o vento vem.

Ruth Salles

Logo mais daremos todos os detalhes de como serão as Oficinas!